Isiara Caruso - escritora - contos, minicontos, poesia, poetrix - Buenos Aires, Porto Alegre

Crônicas

Amor

Amor
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.”
Corintos 13: 1 -3.

Costumamos dizer que existem diferentes formas de amor ou de amar, mas em minhas reflexões sobre as coisas da vida entendo amor como um sentimento único. O Cristo disse: amai a deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Quando pensamos amor como aquele sentimento entre um casal que começa a conviver a partir de uma atração física, um encantamento pessoal ou algo que mescle estas duas formas, encontramos uma das deformações daquele sentimento de desejar o bem e o melhor para o outro a quem se ama.
Assim como este que chamamos de amor por nossos filhos, estes seres frágeis que chegam a nossas vidas para que os cuidemos e preparemos para vida. Desejamos sempre que cresçam percorrendo os melhores caminhos e lá no fundo sempre pensamos que o melhor será aquele que idealizamos tanto para nós e todos aqueles que estão neste nosso núcleo familiar. Não é fácil amar sem possessão.
Como nos dizem estas sábias palavras acima, poderemos dar do bom e do melhor a nossos amados, companheiros e filhos, mas se apenas dermos e não tivermos a possibilidade de nos despojarmos do que demos sem exigir retribuição, não os estaremos amando.
Temos visto nos últimos tempos muitos casos de violência e morte entre pais e filhos e entre companheiros que por “amor” praticam atos incompatíveis com este sentimento. Pais que matam para vingar-se do companheiro ou companheira, maridos que matam por ciúmes, esposas e esposos que mutilam a seus parceiros por serem incapazes de sentirem-se amados por eles. Um dos mais comuns e quem sabe dos mais vistos é a vingança. Alguns ferem física e emocionalmente ao outro, matam por terem se sentido vítimas, aliás, um dos maiores sofrimentos é causado pela vitimização da pessoa que se sente alvo das atitudes do ser “amado” e terminam ferindo-se ou ferindo alguém.
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.” Renata Russo.
Isiara Caruso

Isiara Caruso
26/01/2015